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Transformação Individual - Parte II

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Transformação Individual com as Flores de Raff 

Doris iniciou sua palestra questionando:
"Quem anda de quatro pés pela manhã, de dois pés ao meio-dia e de três pés à noite?"

A resposta a este enigma da Esfinge é simples: o homem. Mas quem é este homem? Somos nós, alertou ela, pois necessitamos nos entender, nos decifrarmos para não sermos devorados por nós mesmos. "Este decifrar-se nos leva ao autoconhecimento, a assumirmos uma responsabilidade por nós mesmos, o que faz com que paremos de nos boicotar pois, na verdade, não necessitamos que nos boicotem, nós fazemos isto muito bem sozinhos", destaca. Sendo assim, ao fazermos o trabalho interno iniciamos o processo de sutilização e humanização.

Mas, afinal, o que é ser humano? "Ser humano é aprender a expressar nossa divindade e uma das Flores de Raff que trabalha este aspecto é Santa Lucia. Ela amplia a nossa visão, permitindo 'cair a ficha', ver as coisas de outra maneira". Esta flor traz ao homem a possibilidade de descobrir as infinitas possibilidades de enfrentar a sua dor, sem ficar restrito ao seu bloqueio. Esta outra visão nos faz compreender que somos únicos, ou seja, que não existem dois seres iguais.

Podemos exemplificar da seguinte forma: se viemos para ser banana, perdemos tempo tentando ser maçã. O que temos que fazer é descobrir quais são as melhores combinações em que uma banana pode participar (banana com pão, banana arroz e feijão, etc) trabalhar a criatividade, fazer combinações com outras frutas, contribuindo assim no sabor do prato.

Como nos tornamos humanos? Através de nossas relações, que podem ser negativas, através de explosões de raiva, discussões e disputas de espaço, ou positivas, através da partilha de tarefas domésticas e de trabalho, respeitando opiniões contrárias ao mesmo tempo que somos nós mesmos e também expressamos nossas opiniões.

Nos intra-relacionamentos, nos relacionamos com nossas emoções, sentimentos e pensamentos.
Nos inter-relacionamentos é onde entram nossas relações de amizade e profissionais.

No intra-relacionamento estão armazenadas todas as informações dos nossos primeiros relacionamentos com pai e mãe, irmãos, tios e primos. Eles podem ter sido bons ou ruins, conforme nossa interpretação. É nele que sabemos como nos relacionamos com a raiva, o orgulho, as situações de bem estar e nossas conquistas. É nele que lidamos com o nosso medo de ser feliz.

O que acontece conosco é que estamos separados de nós mesmos. Perdemos tempo fazendo coisas que jamais conseguiremos. "Fugir de nós mesmos é um desperdício energético", conclui Doris.

Já nos inter-relacionamentos se manifestam nossas relações com amigos e profissionais, projetamos no outro tanto a nossa separatividade quanto a nossa integração e, por ressonância, interferimos no ambiente. Funciona como um espelho, ou seja, como não nos vemos, projetamos no outro e este reflete em nós, mostrando-nos a nossa dor. Se estivermos harmônicos, aproveitamos esta ação e despotencializamos a nossa dor. Com isto, aprendemos a viver mais no presente.

Podemos ter uma visão harmônica de nossa situação na medida em que vivemos mais no presente, no aqui e agora, sempre em contato conosco mesmos, sentindo nossas emoções e sentimentos, não tentando sentir as emoções e sentimentos dos outros (somos banana, não esqueçamos disto.

Este estado tem relação com o passado, onde ficou registrada uma imagem distorcida, fazendo com que a pessoa se encolha até chegar a um estado patológico, já que quanto mais ele se encolhe mais é agredido. Isto gera um conflito interno que faz com que a pessoa tome uma decisão e resolva ser feliz.

O quadro patológico existe para chamar a atenção da pessoa. Diante dele podem ser tomadas duas decisões: continuar sofrendo para chamar a atenção dos que nos cercam ou procurar ajuda. É no momento em que a pessoa decide procurar ajuda é que entra o terapeuta.

O terapeuta, para poder compreender a dor do outro, já aceitou sua dor e pode ajudar os outros, desde que eles queiram ser ajudados. Ninguém cura ninguém, as pessoas se curam ("Cura-te a ti mesmo"). O que fazemos, é compartilhar nossa dor com os outros. Assim como a água é veículo para a essência, o terapeuta é um canal para as flores.

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