A pele é o maior órgão do corpo humano. Suas funções mais importantes são:

Separação e proteção
Toque e contato
Expressão e manifestação
Sexualidade
Respiração
Eliminação
Regulação de temperatura
É a nossa fronteira com o mundo exterior. É com ela que nos mostramos ao mundo e não podemos trocar de pele. Ela reflete o nosso modo de ser. Qualquer distúrbio nos órgãos internos é projetado na epiderme e cada estímulo na área correspondente da pele é transmitido para dentro do corpo.
Nesse inter-relacionamento se baseiam as terapias de reflexologia. Tudo que acontece na pele é indicação de um fenômeno interior. A pele mostra não só o interior e o exterior, mas também os processos e reações psíquicas em geral: ficamos vermelhos de vergonha e pálidos de susto, suamos de medo ou excitação, os cabelos ficam de pé ou nos arrepiamos de horror. Por trás das tentativas de modificar nossa aparência, está o problema básico de que não existe ninguém que amemos menos que a nós mesmos. A pele revela muita coisa sobre o psiquismo. Sob uma pele excessivamente sensível, se esconde também uma alma bastante vulnerável (pele fina), ao passo que uma pele resistente e firme aponta para uma pessoa casca grossa. Uma pele suada demonstra insegurança e medo da pessoa com quem falamos. A pele corada revela sua excitação. Com a pele nós tocamos os outros e entramos em contato com eles. A pele pode ser ferida por doenças que partem do interior do organismo ou pode ser atingida do exterior. Em ambos os casos, ficam comprometidos os nossos limites e nem sempre temos êxito em salvar nossa pele.
RACHADURAS NA PELE
Quando a pele racha, algo atravessa a fronteira, tentando sair para o exterior. O melhor exemplo disso é a acne da puberdade, quando a sexualidade humana tenta se afirmar e, no entanto, sua maior parte é reprimida, com ansiedade, na própria tentativa de expressá-la. A puberdade representa um conflito. Em meio a uma fase de aparente tranqüilidade, aparece, subitamente, um novo desejo, vindo das profundezas do inconsciente, que tenta abrir caminho até a consciência da vida humana. O jovem tenta, por medo, banir uma experiência de seu mundo. O novo estímulo e o medo dele tem quase a mesma força.
Todo conflito segue esse padrão. Na puberdade, o tema é a sexualidade, o amor, o companheirismo e nela desperta o anseio pelo Tu da polaridade oposta. A pessoa quer entrar em contato com o que lhe falta, no entanto, não se atreve a fazê-lo. Esse conflito se torna visível na pele, sob a forma de inflamações. A pele é aquela delimitação do Eu que é preciso superar a fim de descobrir o Tu. A acne é um tipo de autodefesa, pois dificulta os contatos e impede a sexualidade. Forma-se um ciclo vicioso: a não amada sexualidade se manifesta como acne cutânea - a acne impede o sexo. O desejo reprimido se transforma em feridas na pele. A ligação entre sexo e acne se torna óbvia se considerarmos o local onde ela aparece. A acne se manifesta principalmente no rosto, enquanto outras partes da pele ficam ilesas. A vergonha da própria sexualidade se transfere para a vergonha que o jovem sente das espinhas. A acne pode ser reduzida com exposição ao sol e com banhos de mar, mas piora se a pessoa cobre sempre o corpo.
As vestimentas, como uma segunda pele, mostram claramente os limites e o fato de não podermos ser tocados. Por outro lado, tirar a roupa já é um primeiro passo para tornar-se receptivo. A acne desaparece também com as relações sexuais, pois não precisa cumprir mais a sua função protetora.
Tudo isso vale também para outras erupções cutâneas. Qualquer erupção cutânea demonstra que alguma coisa reprimida deseja ultrapassar as fronteiras da repressão. Isto explica porque as doenças infantis se manifestam na pele (a cada doença, algo novo está surgindo na vida da criança). Os bebes que não são tocados pelas mães desenvolvem com mais facilidade assaduras e brotoejas.
Uma das doenças mais comuns da pele é a psoríase, com crostas e escamas que nos lembram a formação de uma couraça. A pessoa estipula limites em todas as direções e não deixa sair ou entrar mais nada. Por trás dessa "armadura de caráter (Reich)", existe o medo de ser ferido. A tentativa de proteger a vulnerabilidade da alma com uma armadura impede também a entrada do amor e da dedicação. Para podermos viver o que é maravilhoso, temos de nos tornar vulneráveis. A psoríase leva a rachaduras de pele e aí vemos como os extremos se tocam, como a vulnerabilidade e a armadura concretizam o conflito entre o anseio por e o medo da intimidade. A autolimitação e o isolamento atingem seu ponto máximo na psoriase, forçando o paciente, ao menos no plano físico, a tornar-se outra vez aberto e vulnerável.
A COCEIRA (PRURIDO)
Acompanha várias doenças cutâneas, mas pode aparecer sem ter qualquer causa. A coceira é sentida como um estímulo. Na palavra coçar e na palavra estímulo existe forte conotação sexual. Também é possível estimular alguém no sentido agressivo (atiçar um animal). No entanto, uma noite maravilhosa pode também ser estimulante. Quando algo nos estimula, estimula algo interior, seja a sexualidade, a agressividade, a simpatia ou o amor.
Uma coceira física mostra que alguma coisa está nos estimulando ou arranhando no âmbito psíquico. O acesso de coceira nos mostra que há alguma coisa que não nos deixa esfriar, que arde em nossa alma (paixão, amor ou ira). O desafio é coçar pelo tempo que a consciência precisar até descobrirmos o que é que nos instiga, até encontrar aquilo que deve ser muito estimulante.
A terapia floral pode ajudar a resolver vários problemas pessoais que se manifestam com alterações na pele. Estes problemas ocorrem por desequilíbrio energético do ser humano, trazendo raiva, mágoas, medos, etc. Com o uso de florais, visamos trazer o indivíduo de volta ao seu estado de homeostasia, fazendo com que ele se reequilibre, resolvendo seus problemas e parando de "jogá-los" na pele.
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