O homem forma justamente a união destas duas realidades e, sem embargo, estas se enfrentam a modo de antítese: não existe para o homem “este” ou “o outro”; mas “isto” e “aquilo”, não abordável causalmente. O homem pode ser explicado, medido, tratado e determinado cientificamente.
Ao mesmo tempo se evade do científico em uma esfera acausal, onde nada pode ser determinado, nem medido, onde não pode ser tratado, mas eventualmente amado; ou bem “tratado” com confiança. Ali só contam nostalgias e entrega. Ambas as esferas constituem o homem, não uma ou outra.
A vida do homem é a tensão deste paradoxo
É como o inspirar e o expirar, como o abrir e fechar dos olhos no transcurso dos segundos, é como o dia e a noite, como o estar desperto e sonhar, como homem e mulher.
Assim, o homem não vive na realidade corporal ou na realidade psíquica, mas em ambas.
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